quarta-feira, 1 de julho de 2009

DE VOLTA AO SEU LUGAR DE ORIGEM

A seleção brasileira reassumiu nesta quarta-feira a liderança do ranking da Fifa, após conquistar a Copa das Confederações, no último domingo, na África do Sul. O Brasil, que assume a ponta do ranking pela primeira vez desde 2007, subiu quatro posições para ultrapassar a Espanha, que liderava desde a conquista da Eurocopa no ano passado. A seleção brasileira tem agora 1.672 pontos no ranking, contra 1.590 da Espanha. Na terceira posição está a Holanda, com 1.379 pontos, enquanto a Itália, atual campeã mundial, mas que não passou da primeira fase na Copa das Confederações, aparece em quarto, com 1.229. A quinta colocação ficou com a Alemanha, com 1.207 pontos.

Já a Argentina, que tropeçou recentemente pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010 e não disputou a Copa das Confederações, está apenas em oitavo, com 1.091.



Confira as 20 primeiras seleções no ranking da Fifa



1º) Brasil - 1.672 pontos


2º) Espanha - 1.590


3º) Holanda - 1.379


4º) Itália - 1.229


5º) Alemanha 1.207


6º) Rússia - 1.161


7º) Inglaterra - 1.135


8º) Argentina - 1.091


9º) França - 1.082


10º) Croácia - 1.031


11º) Grécia - 1.001


12º) Estados Unidos - 983


13º) Suíça - 930


14º) Sérvia - 925


15º) Dinamarca - 909


16º) Austrália - 886


17º) Portugal - 879


18º) Costa do Marfim - 874


19º) Ucrânia - 869


20º) Uruguai - 860.

DECISÃO DA COPA DO BRASIL

Pode ser vitória simples para qualquer um, goleada de um lado ou de outro, e até um 0 a 0 sem muita graça. Seja como for, a decisão da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, no Beira-Rio, já entrou para a história do futebol nacional. Às 21h50m, quando a bola rolar, dois gigantes medirão forças na luta por mais um caneco: o Internacional sonha com o título no ano do seu centenário, e o Corinthians deseja levantar a taça para comemorar cem anos em 2010 com a garantia de estar na Taça Libertadores.


O Timão vai a campo com uma vantagem gorda, mas não a ponto de ter certeza do título. Longe disso. Os 2 a 0 construídos no Pacaembu permitem que a equipe de Mano Menezes perca por dois gols de diferença no Beira-Rio para ficar com o título – exceto o 2 a 0, que leva a decisão para os pênaltis. Ao Colorado resta vencer por três gols de diferença ou devolver o placar de São Paulo para tentar a sorte nas penalidades máximas.



O jogo promete. Se os paulistas têm Ronaldo, os gaúchos contam com o retorno de Nilmar. A garra de Guiñazu bate de frente com a determinação de Elias. Taison e Dentinho travam o duelo das promessas. Felipe e Lauro prometem construir mais uma muralha em seus gols na grande decisão.





O dossiê da polêmica



Falar de um jogo entre Internacional e Corinthians é lembrar de um clássico recheado de rivalidade. As rusgas entre os dois clubes nasceram nos anos 70, com o título conquistado pelos gaúchos sobre os paulistas em 1976, e ganharam força de vez em 2005, no polêmico Brasileirão vencido pelo Timão. Em 2009, o reencontro na final deu novo empurrão à indisposição entre os dois clubes. E um dossiê chegou para esquentar ainda mais o clima.



Fernando Carvalho, vice-presidente de futebol do Inter, apresentou à imprensa um vídeo contendo erros de arbitragem que favoreceram o Corinthians na Copa do Brasil. Alguns lances realmente apresentam falhas claras dos árbitros. Outros são discutíveis. O dirigente colorado disse que o adversário só chegou à final por causa da arbitragem.



O Inter muda para a decisão. A ausência de Sandro, lesionado, deve implicar na entrada de Andrezinho no meio. Com isso, Magrão e Guiñazu ficam mais recuados. Na prática, a equipe perde um pouco de combatividade, mas ganha poder ofensivo em uma partida que exige gols para os gaúchos serem campeões.



Outra novidade vermelha está na zaga. Danny Morais ganhou a vaga de titular de Álvaro depois do jogo no Pacaembu. A tão esperada chance chegou para ele no momento mais decisivo do ano.



Mano Menezes não tem muito o que esconder no Corinthians. O lateral-esquerdo André Santos, também campeão da Copa das Confederações com a seleção brasileira, se juntou ao grupo na terça-feira pela manhã, em Curitiba, e está confirmado. No mais, a equipe será a mesma do primeiro jogo, com Dentinho, Ronaldo e Jorge Henrique no ataque.

O VASCO SEM RUMO

Nesta quarta-feira, 1º de julho, Roberto Dinamite e seus correligionários completam um ano no comando do Vasco. Após uma briga acirrada nos bastidores para tirar Eurico Miranda da presidência do clube, o ex-jogador e maior ídolo da história cruzmaltina assumiu o poder e cometeu erros e acertos. Entre os pontos negativos está a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro. Pelo lado positivo, a profissionalização dos principais departamentos do clube.

O dirigente admite que pegou o clube em uma situação delicada financeiramente. Quando assumiu o cargo, revelou que o Vasco não tinha cotas de televisão ou de patrocínio a receber.

Logo que assumiu o comando, em julho, Dinamite alegou ter encontrado um clube “falido”, segundo ele, fruto dos erros da administração anterior. Algumas vice-presidências foram extintas e nomes como José Henrique Coelho (marketing), Manuel Fontes, o Neca (futebol), Luso Soares da Costa (patrimônio), José Hamilton Mandarino (finanças) e Luiz Américo (jurídico) se transformaram em “cardeais” da Colina.

A primeira polêmica envolvendo a administração de Dinamite aconteceu na negociação do garoto Philippe Coutinho, atualmente nos profissionais do Vasco. O jogador foi vendido para o Inter de Milão, mas os dirigentes e o então vice de futebol, Manuel Fontes, tentaram abafar a informação. No fim das contas, o clube recebeu cerca de R$ 10 milhões pela revelação, que vai deixar a Colina em julho de 2010. Após mais erros do que acertos, Neca deixou o cargo.

O MELHOR DO MUNDO?

Kaká concedeu nesta terça-feira, após sua estelar apresentação no Santiago Bernabéu , sua primeira entrevista coletiva na casa do Real Madrid. Durante cerca de 20 minutos, o brasileiro respondeu às perguntas dos mais de 300 jornalistas que estiveram cobrindo o evento. Kaká falou, entre outros temas, da suposta rivalidade que pode vir a ter com Cristiano Ronaldo, outro supercraque recém-contratado pelo clube merengue. O brasileiro, novo camisa 8 do Real, voltou a explicar por que saiu do Milan, falou sobre suas expectativas no novo clube e ainda revelou o teor da conversa de pé de ouvido que teve com Alfredo Di Stéfano, maior ídolo da história do Real Madrid. Em relação a sua saída do Milan o atleta diz: "Mais uma vez explico: em janeiro, o Milan pela primeira vez abriu as portas para uma possível negociação de um jogador. Foi muita emoção os torcedores pedindo para eu ficar. Entendi a posição do clube, havia a crise mundial, mas eu achava que não era a hora de sair. Depois do campeonato, o Milan nos chamou novamente, dizendo que havia propostas e por causa da crise havia aberto as portas para novas negociações. Minha decisão era que, se um dia eu tivesse de sair do Milan, eu gostaria de jogar no Real Madrid. Havia outras ofertas, mas meu desejo prevaleceu: jogar no Real." Quando indagado por que o Real Madrid o atleta diz que: "O Real Madrid tem todo o fascínio no meio futebolístico. Quando falo com outros jogadores que já jogaram no Real, sempre há boas referências. Por isso esse meu desejo de jogar pelo Real Madrid. Espero marcar meu nome na história deste clube." O atleta também foi indagado a respeito da rivalidade com Cristiano Ronaldo, veja a seguir a resposta de Kaká: "Não haverá essa rivalidade entre mim e Cristiano Ronaldo, a gente vai poder jogar junto, e fora de campo não vai ter nada. Jogar com ele para mim é um privilégio. O que Cristiano Ronaldo tem feito nos últimos anos, especialmente nos últimos três... Ele foi sempre muito bem. Fez excelentes Ligas dos Campeões nos últimos dois anos. Mas não há só ele no clube, tem outros jogadores, como Raúl, ganhador de muitas Ligas dos Campeões, Guti, Casillas, os holandeses... Este é um clube de grandes jogadores."